As histórias dos jogadores brasileiros que optaram por defender outras seleções na carreira

Os bons jogos do volante Jorginho pela Itália, principalmente na Euro 2020, reacenderam um dos temas mais polêmicos do futebol no Brasil: a falta de oportunidades na Seleção Brasileira. Isso faz com que alguns jogadores utilizem a dupla nacionalidade para defender outras nações.

Nascido em Santa Catarina, Jorginho é o caso mais recente, porém está longe de ser o único. Vários outros nomes já realizaram essa troca e isso faz com que bons nomes acabem em seleções rivais.

Outro caso muito emblemático é do zagueiro Pepe, campeão em quase todos os times que passou e com mais de 110 jogos disputados com Portugal. O atleta, nascido em Maceió, onde atuou até os 18 anos, é também uma lenda no Real Madrid, onde conquistou mais de 20 títulos. Em entrevista divulgada pelo portal Terra, o zagueiro garantiu que nunca se arrependeu da opção feita. O curioso é que ele atuou ao lado de Deco, outro grande craque brasileiro que também se naturalizou português.

O volante Jorginho da “Azzurra” seguiu o mesmo caminho do veterano Pepe. Com 29 anos, o jogador catarinense começou a carreira na Itália e nunca teve nenhum laço com o futebol brasileiro. Apesar do bom rendimento com o Napoli, principalmente entre 2014 e 2016, não recebeu nenhum sinal de que seria convocado para a Seleção Brasileira. Assim, ele acabou aceitando o convite que chegou da Itália.

 

Imagem: Pixabay

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Entretanto, o meia não é o único brasileiro que defendeu a Itália no torneio continental em 2021. O zagueiro Rafael Tolói, ex-São Paulo, também fez parte do elenco e entrou em alguns jogos. Com mais de 160 partidas em território nacional, inclusive com convocações para o Brasil Sub-20, Tolói afirma que nunca teve oportunidade na equipe principal da seleção. Em entrevista para o jornal Extra, ele garante que não pensou duas vezes quando recebeu a convocação italiana.

 

Optando pelo Brasil

 

Enquanto alguns jogadores não pensam duas vezes antes de aceitar algum convite de uma seleção estrangeira, outros preferem acreditar em uma convocação para defender o Brasil. Esse é o caso do zagueiro Rodrigo Ely, nascido em Lajeado, no Rio Grande de Sul e criado nas categorias de base do Grêmio. Ele conta em entrevista para o site de soccer bets Betway, como foi para o Milan, com apenas 17 anos, e chamou atenção dos treinadores italianos.

Entre 2011 e 2014, o gaúcho atuou nas seleções de base da Itália e tinha como destino certo a equipe principal. Porém, um convite para defender o Brasil Sub-23 fez o atleta mudar seu destino. Ele recusou os convites europeus e, desde 2015, voltou a atuar com a camisa amarela. A esperança do jogador é ganhar uma oportunidade na equipe principal e assim, completar toda a história com um final feliz. O zagueiro tem potencial para uma convocação, como mostra o histórico da carreira. Ele já atuou no Milan, onde dividiu espaço com David Beckham e Thiago Silva, e atualmente é destaque no Campeonato Espanhol. Rodrigo Ely é titular no Alavés desde 2016, e atuou em mais de 80 partidas com a equipe basca.

 

Brasileiros em todos os lugares

 

Não são apenas as grandes seleções que chamam a atenção de jogadores brasileiros. Algumas equipes do leste europeu e também da Ásia, se tornaram a nova casa de alguns atletas. É o caso do meia Elkeson, ex-Botafogo, que desde 2013 atua no futebol chinês. O sucesso dele por lá fez com que surgisse um convite para defender a seleção chinesa em 2019. Atualmente, o jogador do Maranhão é titular absoluto da China.

O jogador brasileiro tem potencial para atuar em qualquer seleção do mundo. Porém, isso também é um problema para a nossa seleção. Alguns desses nomes poderiam fazer parte do elenco atual do Brasil, por exemplo, além do fato que perder atletas assim, fortalece os rivais e prejudica o futebol brasileiro.

 

Imagem de capa: Unsplash

 

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João Corneta

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