Simplesmente, Pelé

Rápido, forte, técnico, imprevisível. Cria, finaliza, recompõe. Todas essas características são imprescindíveis em um bom time formado por 11 jogadores de futebol. Mas imagina encontrar tudo isso em apenas um único atleta?! Pois Pelé tinha tudo isso e muito mais.

Caricatura de Pelé nos traços do FUTBOX.com

Caricatura de Pelé nos traços do FUTBOX.com

Era decisivo quando precisava ser. Em 1958, com 17 anos, foi o principal destaque do Brasil na conquista do 1º título em Copas do Mundo. Marcou dois gols na final, um deles com direito a um lindo chapéu em Bengt Gustavsson. “Após o quinto gol, eu queira aplaudí-lo”, disse Sigge Parling, o outro zagueiro sueco encarregado de marcar Pelé naquela decisão.

Quatro anos mais tarde foi bicampeão mundial. Em 1970, veio o tricampeonato. Até hoje, nenhum outro jogador conseguiu repetir essa façanha.

A seleção de 70 é para muitos a melhor de todos os tempos do futebol mundial. Tostão ponderou: “Todos os craques daquela época, como os de hoje, tinham virtudes e defeitos. Ainda descubro um no Rei”.

Foram 95 gols de Pelé pela seleção brasileira, outro recorde inigualável.

Sua carreira pelos clubes foi tão brilhante como pela seleção. É o maior artilheiro da história do Santos. Foram 1091 gols pelo Peixe. Gols que valeram seis títulos do Campeonato Brasileiro (na época, conhecido como Taça Brasil ou Robertão), duas Copas Libertadores da América, dois Mundiais Interclubes etc.

"Até a bola pedia autógrafo para Pelé", poetiza o jornalista Armando Nogueira

“Até a bola pedia autógrafo para Pelé”, poetiza o jornalista Armando Nogueira

Em 1975, após quase 19 anos atuando pelo Santos, Pelé foi negociado para o New York Cosmos por US$ 7 milhões, a maior transação do futebol até o fim dos anos 70. Para atraí-lo, o clube dos EUA já tinha adotado as cores verde e amarelo em seu uniforme. Após a chegada do Rei, o Cosmos passou a atuar com camisas brancas em homenagem a seu ex-clube.

Além de sua importância extracampo ao difundir o futebol no país, Pelé ajudou o Cosmos a conquistar a NASL – North American Soccer League em 1977, ano em que anunciou sua aposentadoria dos gramados.

Pelé foi sem dúvida, o maior jogador da história do futebol. Há controvérsias. Ferenc Puskas, craque da Hungria nos anos 50 afirmou: “O maior jogador de futebol do mundo foi Di Stéfano. Eu me recuso a classificar Pelé como jogador. Ele está acima de tudo”.

Ao todo, Pelé marcou 1281 gols reconhecidos pela FIFA (em 1363 partidas). Em 1999, foi eleito como o “Atleta do Século” pelo Comitê Olímpico Internacional. Vale lembrar que o Rei não disputou sequer uma Olimpíada.

Parabéns Pelé. E obrigado por ser brasileiro!

Categorias: Clubes / Opinião / SeleçõesPágina inicial

Gabriel Godoy

Jornalista; frustrou-se na tentativa de ser um jogador profissional; peladeiro; apaixonado por futebol de campo, de rua, de botão, de vídeo-game...

Veja todos os posts de

Veja também:

  • Repensando o Futebol

    O principal objetivo da tecnologia durante o século XXI será humanizar o ser humano. Diante de todos os desafios atuais, tornou-se mais estratégico do que nunca assimilarmos as pistas que existem nos diversos cenários da sociedade para superar essa pandemia.

  • Marrocos: da estreia em 1970 ao sonho do título

    A troca no comando técnico de Marrocos está inserida no “Projeto Marrocos-2030”, que tem como objetivo, dar mais recursos a uma seleção que sonha em ser campeã mundial.

  • A história da Eurocopa: Todos os campeões

    A partir de junho, acontecerá a 16ª edição do mais tradicional torneio de seleções do velho continente: a Eurocopa.

  • Não basta ser Canarinho, é preciso transformar-se em Jordan

    Enquanto é canarinho, está preso. A liberdade acontece após receber a "graça cultural" e a marca/símbolo da principal fornecedora esportiva de um país que possui a solução para tudo e para todos.

  • Ouro de Tolo

    A polêmica decisão da CBF no pódio olímpico na Tóquio 2020. A expressão “ouro de tolo” era utilizada na idade media para representar as pessoas que compravam ouro de falsos alquimistas e que na verdade eram pedras sem valor, pintadas de dourado.

  • O futebol moderno e a nova era da análise: dados, emoção e tomada de decisão

    O futebol seguirá evoluindo, impulsionado por dados, tecnologia e novas formas de consumo. A essência do jogo permanece a mesma, mas a forma de entendê-lo e vivenciá-lo é cada vez mais complexa e rica.