Futebol sem demagogia

Futebol é a alegria do povo! É o momento que o cidadão encontra pra descarregar toda aquela pressão do ambiente de trabalho. Durante o jogo vale mandar o atacante que errou o gol praquele lugar e xingar a mãe do juiz.

O futebol, como diria o Rei do Camarote, agrega. É a desculpa perfeita pra reunir a turma e tomar uma cerveja. Zombar com aquele seu amigo depois da vitória do seu time. E quando é o jogador que “tira onda”? Os torcedores adoram, mas agora tudo é passível de punição.

A torcida pega todo o jogo no pé de um jogador. Ele vai lá, faz um gol, pede silêncio no estádio e toma o cartão amarelo. Por quê? Incitando a violência? Vamos parar de demagogia. O atacante pega a bola, samba na frente do zagueiro adversário, sofre uma entrada violenta e o comentarista condena sua atitude. Por quê? Firula? Conta outra. Futebol é arte!

Saudades do tempo em que Viola fazia gol pelo Corinthians contra o Palmeiras e imitava um porco, mascote do rival. Quando marcava pelo Palmeiras contra o Corinthians e comemorava como um gavião, um dos símbolos do Timão. Romário respondia os críticos com gols e um cala-a-boca. E nada de tomar cartão!

Um dos casos mais clássicos e engraçados aconteceu na final do Campeonato Carioca de 1997. Edmundo jogava pelo Vasco. Na primeira partida da decisão, o clube vencia o Botafogo por 1×0. O “Animal” parou a bola próxima à linha lateral e rebolou em frente ao zagueiro Gonçalves. O placar seguiu inalterado. Mas no jogo da volta, o Botafogo venceu também por 1×0 e ficou com o título estadual. Gonçalves rebolou na comemoração. Na segunda-feira, os botafoguenses repetiram a irreverência pelas ruas do Rio de Janeiro.

Os fanfarrões estão desaparecendo do futebol. Mas já diria o ditado: “a esperança é a última que morre”. Um bom presságio foi a semifinal da Copa do Brasil. Walter, do Goiás, disse que iria deitar e rolar no Mengão. Após a classificação, os jogadores do Flamengo responderam na mesma moeda: deitaram e rolaram no gramado. Original, não?

Que reapareçam os Vampetas, Paulos Nunes, Renatos Gaúchos… E na sua opinião, qual o maior fanfarrão do futebol atual?

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Gabriel Godoy

Jornalista; frustrou-se na tentativa de ser um jogador profissional; peladeiro; apaixonado por futebol de campo, de rua, de botão, de vídeo-game...

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