A HISTÓRIA DO CAMPEONATO BRASILEIRO

A história do Campeonato Brasileiro, “Brasileirão” como também é conhecido, é repleta de fatos curiosos. O campeonato é considerado por muitos especialistas da imprensa e do futebol como o mais disputado do mundo, pelo fato de ter diversos clubes com reais possibilidades de conquistar o título a cada edição realizada. O que é diferente de ser o melhor, pois o seu nível técnico diminuiu muito a partir dos anos 1990 com o êxodo dos principais jogadores brasileiros para a Europa e recentemente, em peso para China e Ásia.

A primeira edição foi realizada em 1959, na época denominada Taça Brasil. Tinha como objetivo indicar o campeão brasileiro para a disputa da “Copa dos Campeões da América” de 1960, ou Taça Libertadores da América, nome da competição a partir de 1965.

Na ocasião a Taça Brasil reuniu 16 campeões estaduais e o Esporte Clube Bahia tornou-se o primeiro Campeão Brasileiro ao vencer na final, em uma disputada série melhor de três partidas, o poderoso Santos de Pelé.

 

E 1971? Não foi a primeira edição?

 

Acervo de ilustrações Futbox

Acervo de ilustrações Futbox

 

Até 2010 o Atlético-MG era considerado pela CBF como o primeiro campeão brasileiro, ao vencer o triangular final contra Botafogo e São Paulo em 1971. Porém, em dezembro de 2010 a Entidade unificou todos os títulos brasileiros. Baseou-se no dossiê produzido pelo jornalista e historiador Odir Cunha que realizou uma pesquisa aprofundada sobre os vencedores da Taça Brasil (1959 a 1968) e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa (1967 a 1969), a pedido dos seis clubes campeões nesse período: Bahia, Botafogo, Cruzeiro, Fluminense, Palmeiras e Santos.

 

Copa União: a polêmica de 1987. Dois campeões?

 

A decisão sobre o título brasileiro de 1987, Copa União para os íntimos, não tem fim. Sport e Flamengo disputam na Justiça, desde 1988, quem foi o campeão daquele ano.

Em 4 de março de 2016 o Flamengo sofreu uma dura derrota quando o STF (Supremo Tribunal Federal) negou o seu pedido de reconhecimento do título brasileiro da Copa União. Com a decisão o Sport foi declarado como único campeão brasileiro daquele ano. Essa decisão foi ratificada em 18 de abril de 2017, quando o STF negou novamente o recurso do clube carioca por 3 votos a 1. Saiba mais.

Importante conhecermos o contexto histórico da época e como terminou o Campeonato Brasileiro do ano anterior. A CBF, organizadora da competição desde 1979 (anteriormente era a CBD), declarou publicamente que não tinha condições financeiras para realizar a próxima edição, isto é, 1987. Por esse motivo foi criada em 11 de julho de 1987 a “União dos Grandes Clubes do Futebol Brasileiro”, ou simplesmente, Clube dos 13, que teve Flamengo e São Paulo como idealizadores. Veja mais informações e dados referentes à Copa União aqui .

A ideia era que os próprios clubes organizassem a principal competição do país, como é feito hoje, por exemplo, nas principais Ligas do mundo. Faziam parte do Clube dos 13: Atlético-MG, Cruzeiro, Grêmio, Internacional, São Paulo, Santos, Palmeiras, Corinthians, Flamengo, Vasco, Fluminense e Botafogo. Em seguida foi incluído o Bahia para que a nova Liga tivesse um representante do Nordeste. Para a realização da competição foram chamados ainda: Coritiba, Goiás e Santa Cruz, contemplando também a região Centro-Oeste e formando então, os 16 clubes que disputariam o Campeonato Brasileiro de 1987. Tudo resolvido? Claro que não.

O Clube dos 13 conseguiu, durante as negociações para a estruturação e organização do campeonato, o patrocínio inédito de uma marca para quase todos os clubes da Copa União: a Coca-Cola. Mais detalhes aqui. Isso despertou o interesse da CBF, que já havia chancelado a Copa União e declarado publicamente que não tinha competência para realizar a edição de 1987. Mas agora, milagrosamente, tinha. Detalhe para a propaganda da época onde apenas 6 clubes não estampavam o logo da Coca-Cola em suas camisas, devido aos acordos anteriores com outros patrocinadores: Corinthians (Kalunga), Flamengo (Petrobras), Internacional (Aplub), Palmeiras (Agip), Santos (Suvinil) e São Paulo (BIC). Todos os 6 estratégicamente posicionados na última fileira da foto.

 

Propaganda da Coca-Cola: Copa União de 1987

Propaganda da Coca-Cola: Copa União de 1987

 

Abaixo o comercial de TV que veiculou na emissora que transmitiu todo o campeonato de 1987, a Rede Globo. Peço desculpas pela qualidade do video:

 

 

Outro ponto fundamental para toda a confusão que dura até hoje foram os critérios adotados pelo Clube dos 13 (elitistas e autoritários) para a disputa da Copa União, que desconsideraram, por exemplo, o vicecampeão de 1986: Guarani de Campinas. O cenário de guerra estava armado, enfim.

Para entender todo o regulamento de 1986 assista a um dos 5 videos que estão mais abaixo, do canal do jornalista Ubira Leal. Aliás, assista a todos os videos para entender toda a história e polêmicas envolvendo os dois campeonatos de 1987: Copa União e Copa Brasil.

 

Vale a reflexão

 

Juridicamente e legitimamente são duas coisas distintas que podem ou não ser a mesma coisa. Outro ponto importante para o entendimento de tudo o que aconteceu há mais de 30 anos: fatos históricos não mudam com o tempo, decisões em tribunais, sim, dependendo dos interesses políticos e/ou econômicos de cada gestão. Quando resgatamos um periodo histórico é fundamental que o analisemos com a cabeça da época, como era a relação da competição com os clubes, torcedores, midia, imprensa e sociedade em geral naquela ocasião. Os critérios de participação, qualificação ou não para outras competições, se haviam outras equivalentes durante aquele periodo de disputa, etc. Não devemos avaliar um periodo ou competição, por exemplo, com julgamentos a partir do nosso presente. Portanto, diante de toda a pesquisa realizada é sensato dizer e, talvez seja o mais justo, que em 1987 tivemos dois campeões brasileiros. Um de fato e outro de direito.

 

Afinal, a Taça das Bolinhas é de quem?

 

Acervo de ilustrações Futbox

Acervo de ilustrações Futbox

 

Flamengo e São Paulo disputam na Justiça até o momento a posse em definitiva do Troféu Caixa Econômica Federal, conhecido popularmente como “Taça das Bolinhas“. O troféu foi criado em 1975 pelo escultor Mauricio Salgueiro, encomendado pelo Banco (Caixa) e seria oferecido em parceria com a CBD (Confederação Brasileira de Desportos), a CBF viria a ser criada somente em 1979, a todos os campeões brasileiros a partir daquela edição. Possuía um caráter transitório ficando em posse do campeão até a edição seguinte. O primeiro clube que se sagrasse tricampeão consecutivo ou fosse cinco vezes campeão alternadamente ficaria com a posse definitiva do troféu.

Entretanto, se considerarmos a unificação de todas as edições do Campeonato Brasileiro, o troféu possuirá um novo pretendente: o Santos Futebol Clube, tricampeão em 1961-62-63, conseguindo atingir o pentacampeonato em 1964-65. Enquanto nada é resolvido, o troféu permanece no cofre da Caixa Econômica Federal.

 

Retornando aos gramados

 

Ao longo dos anos, a nome e o sistema de disputa do Brasileirão foram alterados incessantemente pela CBD (Confederação Brasileira de Desportos, até 1979, e CBF – Confederação Brasileira de Futebol, a partir de 1980). Em 1967 e 1968 foram realizados dois Campeonatos, fórmula similar aos torneios Clausura e Apertura, muito utilizada pelos sul-americanos e também pelo México ao longo de suas histórias.

Curiosidade: a nomenclatura “Campeonato Brasileiro” seria adotada oficialmente apenas em 1989, ano em que o Vasco da Gama se sagrou campeão vencendo o São Paulo na final. Abaixo todas as mudanças até hoje:

 

• 1959 a 1968 = Taça Brasil

• 1967 a 1969 = Torneio Roberto Gomes Pedrosa

• 1970 = Taça de Prata

• 1971 a 1974 = Campeonato Nacional de Clubes

• 1975 a 1979 = Copa Brasil

• 1980 a 1983 = Taça de Ouro

• 1984 = Copa Brasil

• 1985 = Taça de Ouro

• 1986 = Copa Brasil

• 1987* e 1988 = Copa União

• 1989 a 1999 = Campeonato Brasileiro

• 2000 = Copa João Havelange

• 2001 e 2002 = Campeonato Brasileiro

• 2003 em diante = Campeonato Brasileiro – Série A

 

*A edição de 1987 foi separada em duas competições simultâneas: “Copa União” (Módulo Verde) realizada pelos principais clubes do Brasil e “Copa Brasil” (Módulo Amarelo), realizada pela CBF. A ideia era promover um quadrangular final entre os campeões e vices de cada competição: Flamengo e Inter (Módulo Verde) e Sport e Guarani (Módulo Amarelo), fato que não aconteceu na época e que gera muita polêmica até hoje em relação ao título de “Campeão Brasileiro” daquele ano. Na oportunidade Flamengo e Internacional se recusaram a disputar o quadrangular contra Sport e Guarani.

Um ponto interessante é perceber que os avanços e mudanças significativas na estrutura do Campeonato Brasileiro seguiram uma relação, consciente ou não, com as conquistas da seleção brasileira em Copas do Mundo. Em 1958 o Brasil era campeão mundial pela primeira vez vencendo a anfitriã Suécia. No ano seguinte foi realizada a primeira competição com abrangência nacional no país, a Taça Brasil de 1959. Um ano após o tricampeonato mundial conquistado no México em 1970, na final antológica contra a Itália (veja a animação stopmotion do quarto gol do Brasil marcado por Carlos Alberto Torres), a competição sofreu seu primeiro avanço institucional e midiático, que abrangeu os anos de 1971 a 2002. Finalmente, após o Penta em 2002, a competição passou a ser disputada no critério de pontos corridos, com jogos de ida e volta, fórmula utilizada desde 2003.

 

Todos os modelos de troféus do Campeonato Brasileiro

 

Galeria de Troféus - acervo de ilustrações Futbox

Galeria de Troféus – acervo de ilustrações Futbox

 

Galeria de Troféus - acervo de ilustrações Futbox

Galeria de Troféus – acervo de ilustrações Futbox

 

Veja a Galeria de Troféus completa do Brasileirão – Séries A, B, C e D e de todas as principais competições de clubes e seleções de todo o mundo, atuais e extintas, AQUI.

 

Deca, Octos e Invictos!

 

Palmeiras, Santos, Inter, Cruzeiro e Flamengo (Ilustrações Futbox)

Palmeiras, Santos, Inter, Cruzeiro e Flamengo (Ilustrações Futbox)

 

A partir da Unificação dos Títulos Brasileiros o Palmeiras se tornou o maior campeão da história com dez conquistas, seguido pelo Santos e Flamengo, ambos com oito títulos. O Internacional, tido como o único campeão invicto, façanha alcançada em 1979, ganhou as companhias de Palmeiras (1960), Santos (1963, 1964 e 1965) e Cruzeiro (1966).

Desde 1971, quando o Campeonato Brasileiro passou a contar com as divisões de acesso, apenas Flamengo, Santos e São Paulo nunca foram rebaixados da elite do futebol nacional. Cruzeiro e Chapecoense completavam essa lista até 2019, quando ambos foram rebaixados pela primeira vez.

 

As 11 maiores campanhas da Era dos Pontos Corridos (2003 a 2020)

 

1ª Flamengo – 2019: 78% de aproveitamento (90 pts). 20 equipes e 38 jogos;

2ª Cruzeiro – 2003: 72% de aproveitamento (100 pts). Nessa 1ª Edição foram 24 equipes e 46 jogos;

3ª Corinthians – 2015: 71% de aproveitamento (81 pts). 20 equipes e 38 jogos;

4ª Cruzeiro – 2014: 70% de aproveitamento (80 pts, 24 vitórias, 67 gols). 20 equipes e 38 jogos;

5ª Palmeiras – 2016: 70% de aproveitamento (80 pts, 24 vitórias, 62 gols). 20 equipes e 38 jogos;

6ª Palmeiras – 2018: 70% de aproveitamento (80 pts, 23 vitórias). 20 equipes e 38 jogos;

7ª São Paulo – 2006: 68% de aproveitamento (78 ptos). 20 equipes e 38 jogos;

8ª São Paulo – 2007: 67% de aproveitamento (77 pts, 23 vitórias). 20 equipes e 38 jogos;

9ª Fluminense – 2012: 67% de aproveitamento (77 pts, 22 vitórias). 20 equipes e 38 jogos;

10ª Cruzeiro – 2013: 66% de aproveitamento (76 pts). 20 equipes e 38 jogos;

11ª São Paulo – 2008: 65% de aproveitamento (75 pts). 20 equipes e 38 jogos.

 

27 dados significativos sobre a história do Brasileirão (1959 a 2020)

 

Apresentamos o levantamento abaixo, contabilizando pela primeira vez na história, todos os dados de vitórias, empates, derrotas e gols referentes ao ano de 1987 com dois campeonatos: Copa União e Copa Brasil, e com Flamengo e Sport campeões brasileiros respectivamente:

1) Foram realizadas até hoje 65 edições do campeonato brasileiro. O Grêmio é o clube que mais participou (62), seguido de Santos (61), Cruzeiro (60), Atlético-MG e Palmeiras (57);

2) Total de edições entre os quatro primeiros colocados: Palmeiras (22), Grêmio e Internacional (21), Cruzeiro, Santos, São Paulo e Atlético-MG (20), Corinthians (19), Fluminense (15), Flamengo (14), Vasco (12), Botafogo (11), Atlético-PR, Bahia, Guarani e Náutico (5), Coritiba e São Caetano (3), América-RJ, Bangu, Bragantino, Fortaleza, Goiás, Portuguesa, Santa Cruz, Sport e Vitória (2), Brasil de Pelotas, Ceará, Londrina, Operário-MS e Ponte Preta (1);

3) Os maiores públicos: Flamengo vs Santos (155.523 em 1983), Flamengo vs Atlético-MG (154.335 em 1980) e Fluminense vs Corinthians (146.043 em 1976). Enquanto isso, o menor público (da história recente do Campeonato) é de Juventude e Portuguesa em 1997. Apenas 55 testemunhas;

4) O São Paulo é o clube com o maior número de vitórias (948), seguido do Cruzeiro (914), Santos (905), Internacional (891), Grêmio (885) e Corinthians (878);

5) Apenas tres clubes superaram os 3.000 gols. O clube que mais marcou foi o Santos (3.162), seguido do São Paulo (3.142), Cruzeiro (3.064), Atlético-MG (2.991) e Palmeiras (2.817);

6) As cinco maiores goleadas até 2020: Corinthians 10×1 Tiradentes-PI (1983), Vasco 9×0 Tuna Luso-PA (1984), Santos 9×2 Bahia (1968), Fluminense 8×0 Fonseca-RJ (1960) e Grêmio 8×0 Perdigão-SC (1967);

7) Os maiores artilheiros em uma única edição: Washington pelo Atlético-PR em 2004 (34 gols), Dimba pelo Goiás em 2003 (31), Edmundo pelo Vasco em 1997 (29), Reinaldo pelo Atlético-MG em 1977 (28) e Guilherme, também pelo Galo, em 1999 (28);

8) Os 11 maiores artilheiros desde 1971: Roberto Dinamite (190 gols – artilheiro de 1974 e 1984), Romário (155 – artilheiro de 2001 e 2005 quando foi o jogador mais velho a ser o goleador do Brasileirão: 22 gols em 31 jogos aos 39 anos), Edmundo (153 – jogador que marcou mais gols em um único jogo: 6 contra o União São João em 1997), Fred (147 – em atividade), Zico (135), Túlio Maravilha (129), Serginho Chulapa (127), Washington (126), Dadá Maravilha e Fred (113), Luís Fabiano (111) e Paulo Baier (109);

 

Acervo de ilustrações Futbox

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9) O clube que mais pontuou em um único campeonato brasileiro foi o Cruzeiro em 2003, total de 100 pontos conquistados em 46 rodadas. Em 2019 o Flamengo marcou 90 pontos em 38 rodadas. Em 2015 o Corinthinas marcou 81 pontos, também em 38 rodadas, ambos superaram o Cruzeiro que, em 2014, marcou 80 pontos e o Palmeiras na edição 2016, também atingiu os 80 pontos;

O melhor aproveitamento passou a ser do Flamengo em 2019, com 78%, superando o Cruzeiro com 72,5% em 2003;

10) O clube que mais marcou gols em uma única edição foi o Santos em 2004, recorde de 103 gols;

11) O clube que mais sofreu gols foi o Fluminense (2.509), seguido do Atlético-MG (2.504), Flamengo (2.466), Santos (2.436) e Cruzeiro (2.423);

12) O Flamengo é o clube que mais jogou (1.534 partidas), seguido do Santos (1.532), Grêmio (1.528) e São Paulo (1.515). Até ser rebaixado em 2016 o Internacional era o recordista com 1.386 partidas entre 1959 e 2016. Com o rebaixamento em 2019, o primeiro na história do Cruzeiro, o clube celeste perdeu a liderança, 1.498 gols entre 1959 e 2019, pois não participou da Série A em 2020;

13) Em 2013 o Cruzeiro se tornou o único clube a vencer todos os adversários do Campeonato Brasileiro, pelo menos uma vez;

14) 1979 foi o ano em que mais times participaram do Brasileirão. Foram 94 clubes na disputa;

15) Em 1974, Fluminense e Nacional (AM) se classificaram de fase por um quesito bem incomum: renda nos jogos;

16) O jogador mais velho a disputar uma partida do Brasileirão foi Zé Roberto em 2017 pelo Palmeiras na vitória contra o Botafogo por 2 a 0. Zé tinha 43 anos, 4 meses e 21 dias;

17) Três jogadores lideram a lista de maiores vencedores de títulos do Brasileirão: Pelé, Pepe e Lima. Os três vencerem seis títulos cada um, todos pelo Santos;

18) Dois técnicos são os recordistas de título do Campeonato Brasileiro. Vanderlei Luxemburgo (Palmeiras 1993/94, Corinthians 1998, Cruzeiro 2003 e Santos 2004) e Lula, ex-técnico do Santos (1961/62/63/64/65);

19) Santos e Internacional são os clubes mais vezes vice-campeões, 8 oportunidades, seguido do São Paulo com 6, Cruzeiro e Atlético-MG, ambos com 5 vices cada;

20) Apenas Santos e Flamengo venceram a Libertadores e o Campeonato Brasileiro no mesmo ano: O Peixe em duas ocasiões (1962 e 1963) e o Flamengo (2019);

21) 12 times venceram o Campeonato Estadual e o Brasileirão no mesmo ano: Bahia (1959 e 1988), Santos (1961, 1962, 1964, 1965 e 1968), Cruzeiro (1966, 2003 e 2014), Botafogo (1968), Palmeiras (1972, 1993, 1994), Inter (1975 e 1976), Fluminense (1984 e 2012), São Paulo (1991), Grêmio (1996), Corinthians (1999 e 2017), Athletico (2001) e Flamengo (2009, 2019 e 2020);

22) Apenas o Cruzeiro venceu a Tríplice Coroa Nacional, feito conquistado em 2003: Campeonato Mineiro, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro;

23) Grêmio, Palmeiras e Flamengo também conquistaram Tríplices Coroas ao conquistarem o Brasileirão e mais dois outros títulos no mesmo ano. Palmeiras (1993: Campeonato Paulista, Torneio Rio-São Paulo e Campeonato Brasileiro). Grêmio (1996: Campeonato Gaúcho, Recopa Sul-Americana e Campeonato Brasileiro) e Flamengo (2019: Campeonato Carioca, Libertadores e Campeonato Brasileiro);

24) Em 2020 o Flamengo conquistou a Quádrupla Coroa: (Campeonato Carioca, Supercopa do Brasil, Recopa Sul-Americana e Campeonato Brasileiro) se igualando ao Santos (1962: Campeonato Paulista, Taça Brasil, Copa Libertadores e Copa Intercontinental) e (1963: Torneio Rio-SP, Taça Brasil, Copa Libertadores e Copa Intercontinental), além do São Paulo (1993: Supercopa da Libertadores, Copa Libertadores, Copa Europeia/Sul-Americana e Recopa Sul-Americana);

25) O Vitória (BA) é o time que mais vezes foi rebaixado para a Série B, seis vezes: 1982, 1991, 2004, 2010, 2014 e 2018;

26) Goiás e Cruzeiro protagonizaram o jogo com o maior número de expulsões da história do Brasileirão. Foram 14 na mesma partida em 1979;

27) Segundo a IFFHS (Federação Internacional de História e Estatística do Futebol), o Campeonato Brasileiro é um dos três mais difíceis do mundo. O critério para determinar isso é de acordo com o ranking da própria entidade que usa como base os desempenhos dos cinco melhores times de cada país em torneios nacionais e internacionais. Apenas o Espanhol e o Inglês superam o Brasileirão – Série A em uma lista com 90 Ligas.

 

Resgatar o passado significa assegurar o nosso presente para as gerações futuras

 

Confira todos os campeões de 1959 a 2019 e os modelos dos troféus usados em cada período do Campeonato Brasileiro AQUI.

 

O Campeonato anterior de 1986: cenário armado para a confusão que viria.

 

Entrevista do historiador Odir Cunha ao Canal SporTV em 2011. Cerimônia de entrega dos Troféus e faixas aos campeões brasileiros de 1959 a 1970:

 

Matéria sobre a unificação dos títulos brasileiros:

 

Veja também o documentário sobre a Copa União de 1987:

 

Para quem gosta de polêmica, um estudo amplo sobre o regulamento de 1987:

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Fontes:

FUTBOX.com
• Ludopédio.com.br
RSSSF Brasil
• CBF.com.br
• Esportes.Terra.com.br
FutDados.com
Futpedia.Globo.com
• Lance.com.br
• Placar.Abril.com.br
• Globoesporte.com
• Mantos do Futebol
• Wikipedia.org

 

 

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Adriano Ávila

A prova inquestionável que existe vida inteligente fora da Terra é que eles nunca tentaram contato com a gente.

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