A HISTÓRIA DO CAMPEONATO BRASILEIRO

A história do Campeonato Brasileiro é repleta de mitos e fatos curiosos. Talvez o mais correto aqui seja: a história dos “Títulos Brasileiros” e, no caso, de Primeira Divisão.

O Brasileirão é considerado por muitos historiadores, pesquisadores e imprensa especializada, como o mais disputado do mundo, pelo fato de contemplar diversos clubes com reais possibilidades de conquistar o título, a cada nova edição. O que é diferente de ser o melhor, pois o seu nível técnico diminuiu muito a partir dos anos 1990, com o êxodo dos principais jogadores brasileiros para a Europa e, depois de alguns anos, para a Ásia.

Importante frisar que houve um resgate técnico da competição nos últimos anos, com grande reconhecimento e destaque pelas mídias sul-americanas e europeias.

 

A edição de 1971: não foi a primeira vez?

 

Acervo de ilustrações Futbox

Acervo de ilustrações Futbox

 

A primeira edição de uma competição para eleger o campeão brasileiro foi realizada em 1959*, na época, denominada Taça Brasil. Tinha como objetivo indicar o campeão brasileiro e o vice para a disputa da “Copa dos Campeões da América” de 1960, ou Taça Libertadores da América, nome da competição a partir de 1965.

Na ocasião, a Taça Brasil reuniu 16 campeões estaduais (o Brasil possuía 24 estados, mais o Distrito Federal, na década de 1950) e o Esporte Clube Bahia tornou-se o primeiro Campeão Brasileiro, ao vencer na final, em uma disputada série melhor de três partidas, o poderoso Santos de Pelé.

*Em 2023 a CBF reconheceu o Torneio dos Campeões de 1937, vencido pelo Atlético-MG, como sendo um título brasileiro.

Até 2010 o Atlético-MG era considerado pela CBF como o primeiro campeão brasileiro, ao vencer o triangular final contra Botafogo e São Paulo, em 1971. Porém, em dezembro de 2010, a Entidade unificou todos os títulos brasileiros, desde 1959. Veja bem, “títulos brasileiros” e não, as competições ao logo desse período. Porém, todas elas elegiam oficialmente o “campeão brasileiro” de cada ano/temporada.

A unificação dos títulos se baseou no Dossiê produzido pelo jornalista e historiador Odir Cunha, que realizou uma pesquisa aprofundada sobre os campeões da Taça Brasil (1959 a 1968), do Torneio Roberto Gomes Pedrosa (1967) e da Taça de Prata (1968 a 1970), a pedido dos seis clubes campeões nesse período: Bahia, Botafogo, Cruzeiro, Fluminense, Palmeiras e Santos.

 

Copa União: a polêmica de 1987. Dois campeões?

 

O consenso sobre o título brasileiro de 1987, confrontando a famosa Copa União – Torneio João Havelange, organizado pelo “Clube dos 13”, e a Copa Brasil – Torneio Roberto Gomes Pedrosa, organizado pela CBF, provavelmente nunca existirá. Sport Flamengo disputaram durante décadas na Justiça, quem foi o campeão daquele ano.

Em 4 de março de 2016 o Flamengo sofreu uma dura derrota, quando o STF (Supremo Tribunal Federal) negou o seu pedido de reconhecimento do “título brasileiro” da Copa União. Com a decisão, o Sport foi declarado como único campeão brasileiro daquele ano. Decisão essa que foi ratificada em 18 de abril de 2017, quando o STF negou novamente o recurso do clube carioca, por 3 votos a 1. Saiba mais aqui.

Torna-se fundamental, todavia, conhecermos o contexto histórico da época e como terminou o Campeonato Brasileiro do ano anterior (1986).

 

Sem nenhuma condição

 

A CBF, entidade organizadora da competição, desde 1979 (entre 1959 e 1978 era CBD – Confederação Brasileira de Desportos), declarou publicamente na época, que “não tinha condições financeiras e estruturais para realizar a próxima edição”, isto é, 1987.

Por esse motivo, foi criada em 11 de julho de 1987, a União dos Grandes Clubes do Futebol Brasileiro, ou simplesmente, Clube dos 13, que teve Flamengo e São Paulo como idealizadores. (Mais informações e dados referentes à Copa União aqui).

A ideia era que os próprios clubes organizassem a principal competição do país, como é feito hoje, por exemplo, nas principais Ligas do mundo. Faziam parte do Clube dos 13: Atlético-MG, Cruzeiro, Grêmio, Internacional, São Paulo, Santos, Palmeiras, Corinthians, Flamengo, Vasco, Fluminense e Botafogo. Em seguida, foi incluído o Bahia para que a nova Liga tivesse o seu representante do Nordeste.

Para a realização da competição foram chamados ainda: Coritiba, Goiás e Santa Cruz, contemplando também a Região Centro-Oeste e formando então, os 16 clubes com as maiores torcidas da época, e que disputariam o Campeonato Brasileiro de 1987. Tudo resolvido? Claro que não.

Durante as negociações para a realização da Copa União, o Clube dos 13 conseguiu o patrocínio inédito de uma marca de refrigerantes para quase todos os clubes participantes: a Coca-Cola. (Mais detalhes aqui). Além disso, fechou também com outras grandes marcas como Varig e Açúcar União, que deu nome à competição, além da Rede Globo. Tal façanha despertou o interesse da CBF, que já havia chancelado a Copa União e declarado publicamente que não tinha competência para realizar a edição de 1987. Mas agora, milagrosamente, tinha.

Detalhe para a propaganda da época onde apenas 6 clubes não estampavam o logo da Coca-Cola em suas camisas, devido aos acordos anteriores com outros patrocinadores: Corinthians (Kalunga), Flamengo (Petrobras), Internacional (Aplub), Palmeiras (Agip), Santos (Suvinil) e São Paulo (BIC). Todos os 6 estrategicamente posicionados na última fileira da foto.

 

(Veja o Álbum de Figurinhas da Copa União aqui).

 

Dois clubes chamam a atenção em relação às aplicações da Coca-Cola em suas camisas: Vasco, com o logo na diagonal e Grêmio, com um “box vermelho” em sua camisa, fato que seria “corrigido” depois, com a inédita (até então) aplicação da Coca-Cola em preto. Menção honrosa às aplicações nas camisas (barrigas) de Coritiba e Santa Cruz:

 

Propaganda da Coca-Cola: Copa União de 1987

Propaganda da Coca-Cola: Copa União de 1987

 

Abaixo, o comercial de TV que veiculou na emissora que transmitiu todo o Campeonato de 1987, a Rede Globo. Peço desculpas pela qualidade do video:

 

 

Ziraldo e a criação das mascotes para 1987

 

O cartunista Ziraldo, que possui um dos traços mais famosos do mundo, teve a missão de criar 16 mascotes para a Copa União.

 

Ilustrações de Ziraldo para os 16 clubes da Copa União de 1987

Ilustrações de Ziraldo para os 16 clubes da Copa União de 1987

 

(Confira a entrevista de Ziraldo para a Revista Placar, em maio de 1988).

 

De volta às polêmicas, outros pontos determinantes para a confusão que dura até hoje em torno da Copa União, foram os critérios de participação adotados pelo Clube dos 13, que desconsideraram, por exemplo, o vice-campeão de 1986: o Guarani de Campinas. Critérios esses que foram elitistas e autoritários, num primeiro momento, mas é importante percebermos que os clubes fundadores da nova Liga representavam também, mais de 90% dos torcedores brasileiros da época. O cenário de guerra estava armado, enfim.

Nota: Para conhecer todo o Regulamento de 1986, assista ao video que se encontra no final dessa matéria, do Canal do jornalista, Ubiratan Leal. Aliás, assista a todos os videos para entender, de fato, a história e as polêmicas envolvendo os dois Campeonatos de 1987: Copa União e Copa Brasil.

Nesse link, toda a cronologia e os desdobramentos, desde 1986, passando pelo ano de 1987, até o ano de 2018, referentes aos recursos e sentenças para definição do campeão brasileiro daquele ano. O apanhado faz parte do livro, 1987: a História Definitiva, de Pablo Duarte Cardoso, um resgate com riqueza de detalhes da maior controvérsia na história do futebol brasileiro. Outro livro importante na interpretação dos fatos é 1987: de fato, de direito e de cabeça, dos autores André Gallindo e Cassio Zirpoli: link.

 

Afinal, a “Taça das Bolinhas” é de quem?

 

Acervo de ilustrações Futbox

Acervo de ilustrações Futbox

 

Flamengo e São Paulo disputam na Justiça (até o momento) a posse definitiva do Troféu Caixa Econômica Federal, conhecido popularmente como: “Taça das Bolinhas“. O troféu foi criado em 1975 pelo escultor Mauricio Salgueiro, encomendado pelo Banco (Caixa) e seria oferecido em parceria com a CBD (a CBF viria a ser criada somente em 1979) a todos os campeões brasileiros a partir daquela edição. O troféu possuía um caráter transitório, ficando em posse do campeão até a edição seguinte. O primeiro clube que se sagrasse tricampeão consecutivo ou fosse cinco vezes campeão, alternadamente, ficaria com a sua posse definitiva.

Entretanto, se considerarmos a unificação de todos os títulos brasileiros, o troféu possuirá um novo pretendente, em tese: o Santos Futebol Clube, tricampeão em 1961-62-63, conseguindo atingir o pentacampeonato em 1964 e 1965. Enquanto nada é resolvido, o troféu permanece no cofre da Caixa Econômica Federal, o que é muito emblemático, quando estudamos a história do futebol “extracampo” no Brasil.

 

Retornando aos gramados

 

Ao longo dos anos o nome e o sistema de disputa das competições que elegiam os campeões brasileiros foram alterados incessantemente pela CBD (1959 a 1978) e pela CBF (desde 1979). Em 1967 e 1968 foram realizados dois Campeonatos, cenário similar aos Torneios “Clausura” e “Apertura”, muito utilizados pelos sul-americanos e também pelo México ao longo de suas histórias.

Curiosidade: a nomenclatura “Campeonato Brasileiro” seria adotada oficialmente apenas em 1989, ano em que o Vasco da Gama se sagrou campeão, vencendo o São Paulo, na final. Abaixo todas as mudanças de nome até hoje:

 

• 1937* = Torneio dos Campeões

• 1959 a 1968 = Taça Brasil

• 1967 = Torneio Roberto Gomes Pedrosa

• 1968 a 1970 = Torneio Roberto Gomes Pedrosa | Taça de Prata

• 1971 a 1974 = Campeonato Nacional de Clubes

• 1975 a 1979 = Copa Brasil

• 1980 a 1983 = Taça de Ouro

• 1984 = Copa Brasil

• 1985 = Taça de Ouro

• 1986 = Copa Brasil

• 1987** = Copa União – Torneio João Havelange (Módulo Verde)  | Copa Brasil – Torneio Roberto Gomes Pedrosa (Módulo Amarelo)

• 1988 = Copa União – Copa Brasil de Futebol

• 1989 a 1999 = Campeonato Brasileiro

• 2000 = Copa João Havelange

• 2001 e 2002 = Campeonato Brasileiro

• 2003 em diante = Campeonato Brasileiro – Série A

 

*Torneio dos Campeões – 1937:

No dia 25 de agosto de 2023, o título do Torneio dos Campeões foi unificado pela CBF aos títulos brasileiros conquistados a partir de 1959, a pedido do Atlético-MG, que havia entregue um dossiê sobre 1937 à entidade, um ano antes.

O Torneio dos Campeões, conhecido também por “Copa Campeão dos Campeões” ou ainda, “Copa dos Campeões Estaduais”, foi um torneio promovido em 1937 pela “FBF – Federação Brasileira de Football”, que se uniria mais tarde à “CBD – Confederação Brasileira de Desportos” e, no ano de 1979, se tornaria a atual CBF. O torneio teve a participação dos campeões de 1936 das Ligas dos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo, além das equipes: Liga de Sports Marina (convidado) e Sport Club Aliança (campeão campista), eliminados na fase preliminar.

Naquela época, a divisão regional do Brasil era diferente. Minas, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia e Sergipe formavam a “Região Oriental”. Já São Paulo, fazia parte da “Região Meridional”. Foi o segundo torneio entre campeões estaduais, organizado pela FBF, sendo precedido pelo “Torneio dos Campeões” em 1920, quando o Club Athletico Paulistano foi o campeão. Com quatro vitórias, um empate e uma derrota, o Atlético-MG ficou com o título e o Fluminense repetiu o 2º lugar de 1920. Você pode conferir todos os detalhes do Torneio dos Campeões de 1937 aqui.

 

**Copa União | Copa Brasil – 1987:

A edição de 1987 foi separada em duas competições simultâneas: “Copa União – Torneio João Havelange”, realizada pelos clubes (Módulo Verde) e “Copa Brasil – Torneio Roberto Gomes Pedrosa”, realizada pela CBF (Módulo Amarelo). A ideia (proposta após a definição da Copa União como sendo a competição nacional daquele ano, e que teve a aprovação da CBF para isso), era promover um quadrangular final entre os campeões e vices de cada competição: Flamengo e Inter (Módulo Verde) e Sport e Guarani (Módulo Amarelo). Dessa forma, determinar os dois participantes brasileiros na Copa Libertadores da América de 1988, fato que não aconteceu na época e que gera muita polêmica até hoje, em relação ao título de “Campeão Brasileiro” daquele ano. Na oportunidade, Flamengo e Internacional se recusaram a disputar o quadrangular contra Sport e Guarani.

Importante registrar também que a final do Módulo Amarelo não terminou dentro de campo. Após uma vitória para cada lado (Guarani 2×0, em 6 de dezembro de 1987 e Sport 3×0, sete dias depois) e um empate em 0x0 na prorrogação do segundo jogo, Sport e Guarani decidiram encerrar a disputa de pênaltis, quando essa estava empatada em 11 a 11, e ambos, “compartilharam” o título do Módulo Amarelo.

Em 22 de janeiro de 1988, o Guarani desistiu do título e a CBF declarou o Sport como o campeão do Módulo Amarelo de 1987. (Mais detalhes aqui).

 

No post abaixo, o troféu oficial da CBF, oferecido aos dois campeões e os troféus da Revista Placar (Copa União | Torneio João Havelange – Módulo Verde) e da Caixa Econômica Federal “Taça das Bolinhas” (Copa Brasil | Torneio Roberto Gomes Pedrosa – Módulo Amarelo). Confira também no post a classificação final nas duas competições:

 

 

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Vale a reflexão

 

Juridicamente e legitimamente são duas coisas distintas que podem ou não ser a mesma coisa. Outro ponto importante para o entendimento de tudo o que aconteceu, há mais de 30 anos: fatos históricos não mudam com o tempo, decisões em tribunais, sim, dependendo dos interesses políticos ou econômicos de cada gestão e das habilidades e influências dos respectivos advogados contratados.

Quando resgatamos um período histórico é fundamental que o analisemos com a cabeça da época, como era a relação da competição com os clubes, torcedores, mídia, imprensa e sociedade em geral, naquela ocasião. Qual era o propósito daquela competição quando foi criada e, principalmente, disputada dentro de campo.

E mais: conhecer os critérios de participação, abrangência, qualificação ou não para outras competições, se haviam outras equivalentes durante aquele período de disputa, a infraestrutura do país (locomoção, estradas, rios, aeroportos e viagens), a noção de cidadania (país/nação) que existia, etc. Não devemos avaliar um período ou competição, por exemplo, com julgamentos a partir do nosso presente.

Diante de toda a pesquisa realizada é sensato dizer e, talvez seja o mais justo, reconhecer que tivemos dois campeões brasileiros em 1987: um de fato e outro de direito.

 

O Paradoxo de 1987

 

E aqui temos, por capricho dos Deuses, um paradoxo em relação ao “único” campeão brasileiro de 1987. Toda a argumentação do Sport foi construída com base no regulamento da competição daquele ano, assinado por Eurico Miranda (Vasco), representante do Clube dos 13, em reunião com a CBF (mas que nunca teve a aceitação dos demais clubes da Copa União, em relação à definição do campeão brasileiro). Diziam que haviam concordado com o cruzamento, entre os Módulos Verde e Amarelo, para definição dos representantes brasileiros para a Libertadores do ano seguinte e não, para eleger o campeão.

É exatamente nessa construção por meio jurídico que o Sport poderia “perder” o direito ao título brasileiro, pois o quadrangular final, chamado de Copa Brasil e realizado apenas por Sport e Guarani, não terminou em 1987, mas em 7 de fevereiro de 1988.

Pelo regulamento da competição e também pela CND – Conselho Nacional de Desportos (orgão responsável pela regulação e regulamentação de todos os esportes e suas respectivas Federações e Confederações no Brasil, entre 1941 e 1993), uma competição nacional teria que começar e terminar no mesmo ano. Não fosse o bastante, como já foi dito aqui, o “Módulo Amarelo” não teve um campeão “dentro em campo”, pois Sport e Guarani decidiram interromper a disputa por pênaltis e “dividir” o título, que foi ratificado (extracampo) pela CBF, em 22 de janeiro de 1988. Outro ponto que contradizia o regulamento e as próprias diretrizes da CND.

Porém, o Flamengo lidou com um certo descaso e soberba em relação às investidas do Sport para ter o seu reconhecimento como campeão brasileiro e, durante o decorrer das sentenças (contra e a favor), como único campeão brasileiro de 1987.

No final, o clube pernambucano conseguiu o reconhecimento, exclusivamente por parte da entidade (CBF), como sendo o único campeão de 1987. Porém, como já dissemos aqui, fatos históricos são mais importantes do que decisões jurídicas, quando o objeto do estudo se refere à história, cabendo ao jornalista, pesquisador ou historiador, absorver essas nuances.

Acompanhando a cronologia dos acontecimentos (dentro e fora de campo) e pesquisando a fundo todos os cenários esportivo, cultural, midiático e jurídico em torno de 1987, percebemos que o cumprimento das leis – por meio das habilidades dos advogados – e os interesses políticos eram o que estava em jogo, e não, o que de fato aconteceu em 1987. E ainda, como foram desconsiderados o impacto e a mobilização que a Copa União provocou em todo o Brasil.

Importante destacar: o cumprimento das leis é fundamental e necessário em qualquer sociedade democrática, mas não deve eliminar ou maquiar fatos e acontecimentos, uma vez executado.

Confira no video abaixo imagens e lances da final: o gol “legal” anulado do Guarani, a disputa por pênaltis, a cobrança que daria o título ao Bugre e a invasão de campo, por parte do presidente do Sport, Homero Lacerda:

 

 

 

Paralelos entre o Campeonato Brasileiro e a Seleção

 

Um ponto interessante é perceber que os avanços e as mudanças significativas na estrutura do Campeonato Brasileiro seguiram uma relação, consciente ou não, com as conquistas da seleção brasileira em Copas do Mundo.

Em 1958, o Brasil era campeão mundial pela primeira vez, ao vencer a anfitriã (Suécia), na final. No ano seguinte, foi realizada a primeira competição com abrangência nacional no país, a Taça Brasil de 1959. Um ano após o tricampeonato mundial, conquistado no México em 1970, na final antológica contra a Itália (veja a animação stopmotion do quarto gol do Brasil marcado por Carlos Alberto Torres), a competição sofreu seu primeiro avanço institucional e midiático, que abrangeu os anos de 1971 a 2002. Finalmente, após o Penta em 2002, a competição passou a ser disputada no critério de pontos corridos, com jogos de ida e volta, fórmula utilizada, desde 2003.

 

Todos os modelos de troféus entregues aos Campeões Brasileiros

 

Ilustrações dos troféus: acervo Futbox

Ilustrações dos troféus: acervo Futbox

 

Ilustrações dos troféus: acervo Futbox

Ilustrações dos troféus: acervo Futbox

 

(A Galeria de Troféus completa do Brasileirão – Séries A, B, C e D e de todas as principais competições de clubes e seleções de todo o mundo, atuais e extintas, aqui).

 

No post abaixo, os modelos de todos os troféus entregues aos campeões brasileiros, com os períodos e nomenclaturas respectivas de cada um:

 

 

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Dodeca, Octos e Invictos!

 

Palmeiras, Santos, Inter, Cruzeiro e Flamengo (Ilustrações Futbox)

Palmeiras, Santos, Inter, Cruzeiro e Flamengo (Ilustrações Futbox)

 

A partir da Unificação dos Títulos Brasileiros, o Palmeiras se tornou o maior campeão da história, com doze conquistas, seguido por Flamengo, com nove e Santos, com oito títulos, contabilizando 1987 com dois campeões. Logo em seguida, vem o Corinthians, com sete e o São Paulo, com seis.

O Internacional, tido como o único campeão invicto até 2010, façanha alcançada em 1979, ganhou as companhias de Palmeiras (1960), Santos (1963, 1964 e 1965) e Cruzeiro (1966).

Desde 1971, quando o Campeonato Brasileiro passou a contar com as divisões de acesso, apenas Flamengo e São Paulo nunca foram rebaixados da elite do futebol nacional. Cruzeiro e Chapecoense completavam essa lista até 2019, quando ambos foram rebaixados pela primeira vez e o Santos, até 2023, quando foi rebaixado em uma das edições mais disputadas até hoje.

 

As 15 maiores campanhas na Era dos Pontos Corridos (2003 a 2025)

 

1ª Cruzeiro – 2003: 100 pts (72% de aproveitamento). Nessa 1ª Edição foram 24 equipes e 46 jogos. A partir de 2006 as Edições tiveram 20 clubes.

2ª Flamengo – 2019: 90 pts (78% de aproveitamento). 20 equipes e 38 jogos.

3ª Atlético-MG – 2021: 84 pts (73,7% de aproveitamento). 20 equipes e 38 jogos.

4ª Corinthians – 2015: 81 pts, 24 vitórias, 71 gols (71% de aproveitamento). 20 equipes e 38 jogos.

5ª Palmeiras – 2022: 81 pts, 23 vitórias, 66 gols (71% de aproveitamento). 20 equipes e 38 jogos.

6ª Cruzeiro – 2014: 80 pts, 24 vitórias, 67 gols (70% de aproveitamento). 20 equipes e 38 jogos.

7ª Palmeiras – 2016: 80 pts, 24 vitórias, 62 gols (70% de aproveitamento). 20 equipes e 38 jogos.

8ª Palmeiras – 2018: 80 pts, 23 vitórias (70% de aproveitamento). 20 equipes e 38 jogos.

9ª Flamengo – 2025: 79 pts, 23 vitórias (69% de aproveitamento, s/g: 51).20 equipes e 38 jogos.

10ª Botafogo – 2024: 79 pts, 23 vitórias (69% de aproveitamento, s/g: 30).20 equipes e 38 jogos.

11ª São Paulo – 2006: 78 ptos (68% de aproveitamento). 20 equipes e 38 jogos.

12ª São Paulo – 2007: 77 pts, 23 vitórias (67% de aproveitamento). 20 equipes e 38 jogos.

13ª Fluminense – 2012: 77 pts, 22 vitórias (67% de aproveitamento). 20 equipes e 38 jogos.

14ª Cruzeiro – 2013: 76 pts (66% de aproveitamento). 20 equipes e 38 jogos.

15ª São Paulo – 2008: 75 pts (65% de aproveitamento). 20 equipes e 38 jogos.

 

Ranking Top 20 do Brasileirão (1937 + 1959 a 2025)

 

O Futbox apresentou em 2024, pela primeira vez na história, o levantamento completo dos Campeonatos/Títulos Brasileiros, contabilizando todos os dados de pontuações, vitórias, derrotas, gols e participações, desde 1959 e ainda, incluindo o Torneio dos Campeões de 1937 e também, os dois campeonatos realizados em 1987: Copa União e Copa Brasil, com Flamengo e Sport campeões brasileiros, respectivamente.

Importante compreender que todas as competições realizadas entre 1959 e 2025 foram as responsáveis por eleger os campeões brasileiros, desse período. Talvez a maior polêmica esteja na unificação de 1937. Entretanto, esse título foi homologado pela CBF e o mesmo se encontra presente e contabilizado nesse levantamento, atualizado com as últimas edições.

 

1) Participações:

 

Foram realizadas até hoje, 71 edições das competições ou torneios que determinaram os campeões brasileiros (1937 + 1959 a 2025).

O Grêmio é o clube que mais participou (66), seguido pelo Santos (65), Atlético-MG (64), Cruzeiro e Palmeiras (63), Botafogo, Flamengo e Fluminense (61), Internacional (60), São Paulo (58), Vasco (57), Corinthians (56), Bahia (53), Athletico-PR (47), Goiás (44), Coritiba e Sport (43), Vitória (41), Portuguesa-SP (34), Náutico (33), Guarani-SP (29), Paysandu e Fortaleza (27), Ceará (26), Santa Cruz (25), Ponte Preta-SP (24), Juventude-RS (19) e ainda, América-MG e América-RJ (19). O Clube do Remo participou 16 vezes e o Red Bull Bragantino, 15.

 

2) Número de Jogos:

 

O Flamengo é o clube que mais jogou (1.717 partidas). O segundo lugar passou a ser do Atlético-MG (1.709), seguido do São Paulo (1.705), Internacional (1.690), Santos (1.683), Grêmio (1.680), Corinthians (1.672), Fluminense (1.646), Palmeiras (1.632), Cruzeiro (1.612), Botafogo (1.553), Vasco (1.538), Athletico-PR (1.329), Bahia (1.259), Goiás (1.184), Coritiba (1.160), Sport e Vitória, (1.048), Portuguesa-SP (787), Guarani-SP (709), Ponte Preta-SP (691), Náutico (648), Fortaleza (618), Ceará (612), Juventude-RS (603) e Figueirense (557). O Red Bull Bragantino disputou 431 jogos e o Clube do Remo, 249.

 

3) Número de Vitórias:

 

O Palmeiras superou o São Paulo na edição de 2023 e mantém a liderança, desde então, sendo o clube que mais venceu, com 760 vitórias. O tricolor paulista soma 741, seguido pelo Flamengo (740), Internacional e Atlético-MG (730), Grêmio (711), Corinthians (697), Santos (695), Cruzeiro (686), Fluminense (646), Vasco e Botafogo (575), Athletico-PR (499), Bahia (422), Goiás (404), Coritiba (400), Vitória (343), Sport (337), Guarani-SP (269), Portuguesa (260) e Ponte Preta-SP (250). O Red Bull Bragantino tem 146 vitórias e o Clube do Remo, 82.

 

4) Número de Derrotas:

 

O clube que mais perdeu continua sendo o Fluminense, com 583 derrotas, seguido do Botafogo (531), Grêmio (513), Vasco (510), Santos (509), Atlético-MG (505), Flamengo (500), Internacional (484), Athletico-PR (480), Cruzeiro (477), Corinthians (476), São Paulo (466), Bahia (456), Coritiba (453), Goiás (450), Palmeiras (432), Vitória (426), Sport (423), Náutico (290), Portuguesa (278), Ponte Preta-SP (260), Juventude-RS (249), Fortaleza (244) e Ceará (236). O Red Bull Bragantino perdeu 148 vezes e o Clube do Remo, 107.

 

5) Número de Pontos:

 

O clube que mais pontuou na história é o São Paulo, com 2.495 pontos, seguido do Palmeiras (2.459), Flamengo (2.454), Internacional (2.435), Atlético-MG (2.415), Corinthians (2.360), Santos (2.336), Grêmio (2.335), Cruzeiro (2.276), Fluminense (2.178), Botafogo (1.976), Vasco (1.960), Athletico-PR (1.757), Bahia (1.463), Goiás (1.439), Coritiba (1.363), Vitória (1.199), Sport (1.178), Portuguesa (900), Guarani-SP (889), Ponte Preta-SP (860), Fortaleza (717), Juventude-RS (707), Figueirense-SC (660), Ceará (644), Náutico (630), Paraná Clube (556), RB Bragantino (536) e Santa Cruz (532). O Clube do Remo marcou 246 pontos.

 

6) Gols Marcados:

 

O São Paulo também é o clube que mais balançou as redes na história, 2.471 vezes, seguido pelo Atlético-MG (2.461), Flamengo (2.428), Palmeiras (2.423), Santos (2.420), Cruzeiro (2.280), Internacional (2.267), Grêmio (2.239), Fluminense (2.175), Corinthians, (2.167), Vasco (2.082), Botafogo (1.970), Athletico-PR (1.716), Goiás (1.485), Bahia (1.428), Coritiba (1.344), Vitória (1.245), Sport (1.161), Portuguesa (962), Guarani-SP (898) e Ponte Preta-SP (870). O Red Bull Bragantino marcou 520 vezes e o Clube do Remo, 292.

 

7) Gols Sofridos:

 

O Atlético-MG mantém a liderança, sendo o clube que mais sofreu gols, 1.981 no total, seguido do Fluminense (1.957), Santos (1.917), Flamengo (1.916), Vasco (1.897), Botafogo (1.860), São Paulo (1.808), Grêmio (1.805), Cruzeiro (1.789), Corinthians (1.762), Palmeiras (1.720), Internacional (1.738), Athletico-PR (1.624), Goiás (1.538), Bahia (1.536), Vitória (1.464), Coritiba (1.435), Sport (1.327), Portuguesa (973), Ponte Preta-SP (923), Náutico (902), Juventude-RS (872) e Guarani-SP (797). O Red Bull Bragantino sofreu 540 gols e o Clube do Remo, 327.

 

8) Maiores Públicos:

 

1983: Flamengo x Santos (155.523 pessoas), 1980: Flamengo vs Atlético-MG (154.335), 1976: Fluminense vs Corinthians (146.043). Enquanto isso, o menor público (da história recente do Campeonato Brasileiro) é de 1997: Juventude e Portuguesa, apenas 55 “testemunhas”.

 

9) Maiores Goleadas:

 

As cinco maiores goleadas até 2025: Corinthians 10×1 Tiradentes-PI (1983), Vasco 9×0 Tuna Luso-PA (1984), Santos 9×2 Bahia (1968), Fluminense 8×0 Fonseca-RJ (1960) e Grêmio 8×0 Perdigão-SC (1967).

 

10) Maiores Artilheiros – Uma Edição:

 

Os maiores artilheiros em uma única edição: Washington (Atlético-PR em 2004: 34 gols), Dimba (Goiás em 2003: 31 gols), Edmundo (Vasco da Gama em 1997: 29 gols), Reinaldo (Atlético-MG em 1977: 28 gols) e Guilherme (Atlético-MG, em 1999: 28 gols).

 

11) Maiores Artilheiros, desde 1959:

 

Acervo de ilustrações Futbox

Acervo de ilustrações Futbox

 

1º) Roberto Dinamite: 190 gols (artilheiro de 1974 e 1984)
2º) Fred: 155
3º) Romário: 154 (artilheiro de 2001 e 2005 quando foi o jogador mais velho a ser o goleador do Brasileirão: 22 gols em 31 jogos aos 39 anos)
4º) Edmundo: 153 (jogador que marcou mais gols em um único jogo: 6 contra o União São João, em 1997)
5º) Zico (135)
6º) Diego Souza: 130
7º) Túlio Maravilha: 129
8º) Dadá Maravilha e Serginho Chulapa: 127, cada
10º) Washington: 126
11º) Gabigol: 119 (em atividade)
12º) Luís Fabiano: 116
13ª) Wellington Paulista: 109
14ª) Paulo Baier
e Alecsandro: 105, cada
16ª) Kléber Pereira: 102
17ª) Pelé: 101

 

Curiosidades na história dos títulos brasileiros

 

1) O primeiro gol da história do Brasileirão foi de Alencar (Bahia) contra o CSA, em 1959. (Contando as edições em sequência).

 

2) O clube que mais pontuou em um único Campeonato Brasileiro foi o Cruzeiro, em 2003, total de 100 pontos em 46 rodadas. Em 2019, o Flamengo marcou 90 pontos em 38 rodadas. Em 2021 o Atlético-MG marcou 84 pontos em 38 rodadas. Em 2015 (Corinthians) e 2022 (Palmeiras), marcaram 81 pontos em 38 rodadas, superando o Cruzeiro em 2014 e o Palmeiras em 2016 com 80 pontos em 38 rodadas, cada.

 

3) O clube que mais marcou gols em uma única edição foi o Santos em 2004, recorde de 103 gols.

 

4) A Chapecoense é o clube com a pior campanha na “Era dos Pontos Corridos”, marcando apenas 15 pontos, em 2021. Logo em seguida vem o Sport (2025) e o América-RN (2007), com 17 pontos, cada. Completando a lista: Náutico (20 pts em 2013), Avaí-SC (20 ptos em 2019), Juventude-RS (22 ptos em 2022), Paraná (23 ptos em 2018), América-MG (24 pontos em 2023) e Botafogo (27 ptos em 2020).

 

5) Em 2013, o Cruzeiro se tornou o único clube a vencer todos os adversários do Campeonato Brasileiro, pelo menos uma vez.

 

6) Em 2021 o Atlético-MG venceu 16 jogos seguidos como mandante.

 

7) Internacional e Atlético-MG detêm a maior sequência de vitórias: 9 no total. Em 2020, do time Colorado e do Galo, em 2021, seguidos pelo Cruzeiro com 8 vitórias em 2003 (duas sequências) e Flamengo, também com 8 vitórias (2019), além dos demais clubes com 7 vitórias seguidas: Santos (2004 e 2019), São Paulo (2007 e 2009), Corinthians (2011) e Palmeiras (2019 e 2021). Em 2023 o Botafogo conseguiu uma sequência de 6 vitórias consecutivas, seguido do Palmeiras com 5.

 

8) A edição de 1979 foi a mais “inflada” do Brasileirão: 94 clubes na disputa.

 

9) Em 1974, Fluminense e Nacional (AM) se classificaram de fase por um quesito bem incomum: renda nos jogos.

 

10) Três jogadores lideram a lista de maiores vencedores de títulos do Brasileirão: Pelé, Pepe e Lima. Os três vencerem seis títulos cada um, todos pelo Santos.

 

11) Dois técnicos são os recordistas de título do Campeonato Brasileiro. Vanderlei Luxemburgo (Palmeiras 1993/94, Corinthians 1998, Cruzeiro 2003 e Santos 2004) e Lula, ex-técnico do Santos (1961/62/63/64/65).

 

12) Apenas Santos, Flamengo e Botafogo venceram a Libertadores e o Campeonato Brasileiro no mesmo ano: O Peixe em duas ocasiões (1962 e 1963), Flamengo duas vezes também (2019 e 2025) e Botafogo (2024).

 

13) Apenas Cruzeiro, Atlético-MG e Flamengo venceram a Tríplice Coroa Nacional: Campeonato Estadual (Mineiro e Carioca, nos casos), Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro, feitos conquistados em 2003, pela Raposa, em 2021 pelo Galo, que venceu também a Supercopa do Brasil, em 2022 e em 2025 pelo Flamengo.

 

14) Em 2020, o Flamengo conquistou a Quádrupla Coroa: (Campeonato Carioca, Supercopa do Brasil, Recopa Sul-Americana e Campeonato Brasileiro) se igualando ao Santos (1962: Campeonato Paulista, Taça Brasil, Copa Libertadores e Copa Intercontinental) e (1963: Torneio Rio-SP, Taça Brasil, Copa Libertadores e Copa Intercontinental), além do São Paulo (1993: Supercopa da Libertadores, Copa Libertadores, Copa Europeia/Sul-Americana e Recopa Sul-Americana).

 

15) O Vitória é o clube mais vezes rebaixado para a Série B, seis vezes: 1982, 1991, 2004, 2010, 2014, 2018.

 

16) Goiás e Cruzeiro protagonizaram o jogo com o maior número de expulsões da história do Brasileirão. Foram 14 na mesma partida, em 1979.

 

17) A edição de 2023 teve a maior média de público da história. Nos 368 jogos com torcida (12 foram com portões fechados), a média foi de 26.524 pagantes por partida, com um total de 9,7 milhões de torcedores nos estádios. O recorde pertencia à edição de 1983, que teve 22.953 pagantes, por jogo. Em 2025, a média foi de 25.531 pagantes em 38 rodadas.

 

18) De acordo com o ranking da IFFHS – Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol, o Campeonato Brasileiro é um dos cinco mais fortes do mundo, ficando atrás somente da “Premier League inglesa”, no relatório de 2020.

 

Todos os modelos de troféus referentes aos títulos brasileiros, desde 1959, os campeões e curiosidades de cada periodo.

 

A lista detalhada com todos os campeões brasileiros, de 1937 e entre 1959 e 2025, no Portal do Futbox.

 

 

Documentários e entrevistas

 

1 – O Campeonato anterior de 1986: cenário armado para a confusão que viria:

 

2 – Entrevista do historiador Odir Cunha ao Canal SporTV, em 2011. Cerimônia de entrega dos Troféus e faixas aos campeões brasileiros de 1959 a 1970:

 

3 – Matéria sobre a unificação dos títulos brasileiros:

 

4 – Veja também o documentário sobre a Copa União de 1987:

 

5 – Para quem gosta de polêmica, um estudo amplo sobre o regulamento de 1987:

 

 

“Resgatar o passado significa assegurar o nosso presente para as gerações futuras.”

 

Fontes:

 

FUTBOX.com
Dossiê: Unificação dos Títulos Brasileiros a partir de 1959 (Odir Cunha e José Carlos Peres)
RSSSF Brasil
Trivela – História do Brasileirão na TV
Trivela – Crise, revolução e traição: a história da Copa União de 1987
Campeões do Futebol
Wikipedia.org
CBF.com.br
FutDados.com
Espião Estatístico (GE)
Mantos do Futebol

 

 

Veja também:

 

Super Mundial: a diminuição do valor dos clubes pela entrada dos seus jogadores em campo

Mundial de Clubes: menor, melhor e maior!

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Adriano Ávila

A prova inquestionável que existe vida inteligente fora da Terra é que eles nunca tentaram contato com a gente.

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