Duração da partida, substituições e faltas

No início desse mês de julho, apresentamos duas propostas (Impedimento e 0x0) para engrandecer o espetáculo do futebol. O torcedor deve vir em primeiro lugar e para isso, o FUTBOX sugere outras três medidas, sem a pretensão de chegar a um consenso entre os admiradores do esporte mais popular do mundo.

Um jogo de futebol é divido em dois tempos de 45 minutos, além dos acréscimos indicados pelo árbitro. No entanto, há uma notável padronização: um minuto na primeira etapa e três ou quatro minutos na etapa final. Independente do andamento, da “catimba”, é improvável ter uma partida com acréscimo superior a cinco minutos.

A ideia é implementar o mesmo sistema adotado no futsal, por exemplo. O cronômetro para toda vez que a bola parar. Para o futebol, dois tempos de 30 minutos. Se um time quer fazer “cera”, que seja com a bola rolando, trocando passes, tentando um drible no ataque. Nada de atrasar um tiro de meta, demorar pra bater um lateral, simular uma contusão ao ser substituído…

John Terry recebe atendimento médico em campo - cronômetro seria parado.

John Terry recebe atendimento médico em campo – cronômetro seria parado.

 

A outra sugestão é exatamente na Regra 3. As substituições no decorrer das partidas só foram permitidas em 1967, em amistosos e jogos de clubes. Passou a valer para seleções nas Eliminatórias do Mundial de 1970, no entanto, apenas duas alterações por equipe (antes, se um jogador se lesionasse, a equipe ficava com dez em campo). Na Copa do Mundo de 1994, a FIFA autorizou a troca de até três jogadores, desde que um fosse goleiro. As três substituições, independente da posição, começou a vigorar já no ano seguinte.

O futebol está cada dia mais corrido. Hoje, um jogador corre em média de 9 a 11 km por partida, enquanto na década de 70, por exemplo, corria de 3 a 5 km. Por que não liberar cinco substituições em partidas oficiais? Mais jogadores, no auge da forma física, certamente ditariam um melhor ritmo pro jogo.

E para a realização de um bom espetáculo, também é preciso punir os adeptos do anti-jogo. Assim como no basquete, o jogador que cometesse cinco faltas, estaria excluído da partida, podendo ser substituído por outro companheiro (dentro do limite das cinco alterações – também estaria habilitado a jogar a partida seguinte).

Quem paga para ir ao estádio ou quem compra um jogo pela TV, quer ver gols, dribles e belas jogadas. Uma apologia ao bom futebol!

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Gabriel Godoy

Jornalista; frustrou-se na tentativa de ser um jogador profissional; peladeiro; apaixonado por futebol de campo, de rua, de botão, de vídeo-game...

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