Copa 2026: terminou a primeira rodada. Um novo campeão à vista.

Grandes seleções marcaram a história das Copas. Seleções que não venceram, mas impressionaram ou mesmo, revolucionaram o jogo durante um Mundial. A mais famosa talvez seja a Holanda de 1974 e o seu carrossel que espantou o mundo, de fato, na primeira Copa pós Jules Rimet, quando um novo modelo de troféu foi apresentado para o “planeta bola”.

Se voltarmos ainda mais no tempo podemos citar o Brasil de 1950, a Hungria de 1954 e novamente, a seleção brasileira de 1982, a mais saudosa das seleções. Quem viu e viveu a Copa da Espanha guarda no coração todos os jogadores daquele “escrete” mágico. Quanta diferença para os dias de hoje.

 

Final de 1950: Uruguai 2 a 1 Brasil. Gol de Alcides Ghiggia

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Final de 1954: Ferenc Puskas (HUN) e Fritz Walter (GER) possam para os fotógrafos

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Seleção holandesa na Copa de 74, na Alemanha Ocidental

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1982: Sócrates empata o jogo contra a futura campeã, Itália

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Terminou a primeira rodada

 

Tivemos um grande futebol apresentado na primeira rodada, finalizada ontem. Jogo rápido e com muita habilidade nos deslocamentos. Entrega na marcação (sem violência) com recuperações de bolas objetivas e jogadas verticais procurando o gol.

Cinco seleções merecem destaques: Argentina, França, Noruega, Inglaterra e Estados Unidos tiveram os melhores desempenhos nessa primeira rodada, mas lembrando, trata-se somente da primeira rodada.

Messi foi o mais espetacular entre os jogadores para surpresa de zero pessoas. O segundo gol, de perna direita, foi de uma sutileza genial. A artilharia das Copas agradece – com todo o respeito à Klose.

O melhor time, sem surpresas aqui também, continua sendo a França, com Noruega e Inglaterra correndo por fora. Ao lado do gênio argentino, craques como Mbappé, Haaland e Kane nos prometem muitos gols, golaços eu diria. Folarin Balogun, filho de nigerianos e o número 20 dos Estados Unidos, pode ser a surpresa que faltava.

Em relação às decepções, temos por enquanto Espanha e Portugal, onde a seleção portuguesa possui melhores alternativas para o decorrer da Copa.

 

Folarin Balogun comemora o gol contra o Paraguai. Foto: Eduardo Munoz | Getty Images | Jogada10

Folarin Balogun comemora o gol contra o Paraguai. Foto: Eduardo Munoz | Getty Images | Jogada10

 

E o Brasil?

 

“A Copa começa nas quartas”, frase dita por Ancelotti, técnico do Brasil. Ele está certo, apesar de não entender bem ainda o que é o futebol para os brasileiros. Deixou claro que está se baseando na Itália de 1982, onde o importante na fase de grupos é a classificação. Corre o risco (calculado) nessa estratégia, para desespero da maioria da mídia brasileira e dos influenciadores brincando de jornalismo nessa Copa.

A seleção brasileira tem o artilheiro em potencial; da próxima Copa: Endrick. Porém, será difícil para o jogador se estabelecer no elenco de 2026, tendo Neymar como referência para a maioria dos jogadores. Um jogador que não joga, um líder que não lidera, um ídolo que não dá exemplo.

As saídas de Alisson, Casemiro, Raphinha e Igor Thiago seriam uma revolução bem-vinda, onde o Brasil poderia subir de prateleira nessa Copa. Algo inimaginável para Ancelotti. Quem sabe a partir da terceira partida, contra a Escócia.

 

Um novo campeão à vista

 

Nas Copas de 1962 e 1970, após a primeira rodada, estava claro que o Brasil era o maior candidato ao título. Isso se repetiu em 1990, quando a Alemanha foi a campeã. Agora, em 2026, temos um novo campeão à vista, de um novo continente e de um novo esporte também: o soccer.

Desde o carrossel holandês em 1974, não tivemos uma proposta de jogo tão impactante como foi a apresentada pelos Estados Unidos na goleada aplicada no Paraguai, seleção que venceu a trinca de ferro sul-americana nas Eliminatórias, inclusive.

Alguns dados importantes e que nos ajudam a entender o desempenho dos anfitriões na primeira rodada: 40% da seleção norte-americana é filho de imigrantes. Nove jogadores entre os 26 da lista do ótimo técnico argentino, Mauricio Pochettino, têm pais que nasceram fora dos Estados Unidos: Libéria, Gana, Nigéria, Jamaica, Suriname, Guatemala e México, além de Tyler Adams, jogador do Bournemouth (ENG), com origem africana desconhecida. Emblemático.

Tudo pode mudar, mas dessa vez não acredito que será tão dramático como foi durante as Copas de 1950, 54 e 82, onde o campeão estava “escondido” do grande público.

A história dessa Copa está clara e cristalina. Uma pena ser na gestão de um político tão abjeto. Um país que bombardeia os seus participantes e maltratada os seus convidados, pode ser o próximo campeão do mundo jogando bola, sem ser a oval.

 

Capa: Montagem Futbox | Foto: Balogun, dos EUA (Frederic J Browm | AFP)

 

 

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Adriano Ávila

A prova inquestionável que existe vida inteligente fora da Terra é que eles nunca tentaram contato com a gente.

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